Scope 3.7 na prática: por que o commuting dos colaboradores entrou no radar do ESG
Toda empresa que reporta emissões de carbono chega, em algum momento, a uma categoria pouco discutida mas cada vez mais relevante: o Scope 3.7, o deslocamento dos colaboradores entre casa e trabalho. Para times de RH, Sustentabilidade e Facilities, essa categoria costuma ser a mais difícil de medir e, ao mesmo tempo, uma das que mais pesa no inventário de emissões indiretas.
O que é Scope 3.7 e por que ele importa agora
O GHG Protocol classifica o commuting como emissão indireta de Categoria 7 do Escopo 3. Diferente de emissões de frota ou de energia, essas emissões nascem de decisões individuais: qual meio de transporte usar, qual distância percorrer, com que frequência ir ao escritório. Isso torna o dado disperso e, na maioria das empresas, inexistente.
Com o avanço de regulações como a CSRD na Europa e a pressão crescente de investidores e clientes por relatórios ESG completos, ignorar essa categoria deixou de ser uma opção segura. Empresas que exportam, captam investimento ou fazem parte de cadeias de fornecimento internacionais já sentem a cobrança por esse dado.
O impacto vai além da sustentabilidade
Medir o commuting não é só uma exigência de compliance. Times de Operações e Facilities usam esse dado para redesenhar políticas de trabalho híbrido, revisar contratos de vans e fretados, e negociar benefícios de mobilidade com mais precisão. Um diagnóstico bem feito mostra, por exemplo, quantos colaboradores dependem de transporte individual motorizado em trajetos que poderiam ser feitos por transporte coletivo ou modais ativos, o que abre espaço para reduzir custo e emissão ao mesmo tempo.
Como começar o diagnóstico
O primeiro passo é levantar a origem e o destino de cada colaborador, o meio de transporte utilizado e a frequência de deslocamento. Isso pode ser feito por formulário, integração com sistemas de RH ou pesquisa direta. A partir desses dados, é possível calcular a pegada de carbono do commuting com metodologias reconhecidas e identificar oportunidades concretas de redução, como incentivo a caronas, subsídio para transporte público ou revisão de políticas de home office.
Uma vantagem para quem age primeiro
Empresas que já mapeiam e reportam o Scope 3.7 têm mais facilidade para responder a due diligences, participar de licitações com critérios ESG e demonstrar compromisso real com metas de redução. É um diferencial competitivo que começa com um diagnóstico simples e estruturado.
Se sua empresa ainda não sabe qual é a pegada de carbono do deslocamento dos colaboradores, esse é o momento de começar. Fale com o time da Ecomilhas e descubra como medir, reduzir e compensar essas emissões de forma estruturada.
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