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CSRD chegou: o que RH e Sustentabilidade precisam saber sobre o trajeto casa-trabalho

24 ago 2026 · 2 min de leitura
CSRD chegou: o que RH e Sustentabilidade precisam saber sobre o trajeto casa-trabalho

A Corporate Sustainability Reporting Directive, a CSRD, já é realidade para milhares de empresas europeias e para qualquer companhia que faça parte da cadeia de valor dessas organizações, incluindo fornecedoras brasileiras. Entre os pontos que mais geram dúvida está o tratamento das emissões de commuting, o deslocamento dos colaboradores entre casa e trabalho.

Por que o commuting entrou na CSRD

A diretriz exige relatórios de sustentabilidade alinhados aos European Sustainability Reporting Standards, os ESRS, que incluem exigências detalhadas sobre emissões de Escopo 3. Dentro dessa categoria, o commuting aparece como um dado esperado, ainda que de coleta trabalhosa. Empresas que não conseguem apresentar esse número correm risco de relatórios incompletos, o que afeta diretamente relações com clientes, investidores e parceiros europeus.

O desafio prático para RH e Sustentabilidade

Diferente de emissões de escritório ou de frota, o commuting depende de dados individuais de cada colaborador: onde mora, como se desloca e com que frequência vai à empresa. Muitas equipes de RH ainda não têm esse levantamento estruturado, e o time de Sustentabilidade não tem como reportar o que não foi medido. É comum ver empresas recorrendo a estimativas genéricas, o que fragiliza o relatório frente a auditorias.

Como estruturar a resposta

O caminho mais seguro é criar um processo recorrente de coleta: um formulário simples aplicado a todos os colaboradores, atualizado a cada mudança relevante de rotina, como adesão a home office ou mudança de endereço. Com esse dado em mãos, é possível aplicar fatores de emissão reconhecidos e chegar a um número auditável, que sustente o relatório sob a CSRD e demonstre real diligência.

Um passo além do compliance

Empresas que tratam esse levantamento com seriedade descobrem oportunidades que vão além do relatório: revisão de política de transporte, incentivo a modais de baixo carbono e até redesenho de escritórios pensando na distância média até a casa dos colaboradores. O compliance vira ponto de partida para eficiência operacional.

Se sua empresa precisa reportar emissões de commuting para atender à CSRD ou a qualquer outra exigência ESG, a Ecomilhas ajuda a estruturar esse diagnóstico do início ao fim. Fale com nosso time e veja como transformar uma exigência regulatória em vantagem estratégica.

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